7 de outubro de 2012

Prefeito Eleito de Mogi das Cruzes terá orçamento de R$ 1,177 bi



O futuro prefeito de Mogi das Cruzes vai administrar uma Cidade que tem o 75º maior Produto Interno Bruto (PIB) entre os 5.562 municípios brasileiros, uma população de 396,5 mil habitantes com o 14º maior poder de consumo do Estado de São Paulo e um orçamento recorde de R$ 1,177 bilhão, a ser distribuído entre 22 secretarias e órgãos do Governo. Os recursos representam cerca de 7% a mais do que o disponível no atual exercício, mas são 2% inferiores ao que estava previsto inicialmente e podem sofrer novas reduções se a economia nacional continuar a derrapar. Portanto, o novo chefe do Executivo terá de iniciar a gestão com o pé no freio e conter gastos se as principais fontes de arrecadação continuarem em queda, como é o caso do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS).
O prefeito que os mogianos vão eleger hoje (7) é 45º da história local e vai sair da disputa entre seis candidatos: Marco Bertaiolli (PSD), que ocupa o cargo atualmente e busca a reeleição; Mário Berti (PCB), que concorre ao posto pela terceira vez; e os quatro estreantes na corrida pelo Executivo, que são Edgar Passos (PSTU), Fernando Muniz (PPS), Jorge Paz (PSOL) e Marco Soares (PT) – veja mais sobre os prefeituráveis nesta edição.
Do orçamento de R$ 1,177 bilhão, R$ 22, 4 milhões são destinados para a Câmara Municipal que também se apresentará com um novo quadro em 2013. Serão  23 vereadores, sete a mais do que no atual mandato e um cenário ainda indefinido sobre situação e oposição.
Da verba restante, uma parte ficará com as autarquias – Semae, Iprem e Cresamu – e R$ 950 milhões para os gastos da Prefeitura, os quais o futuro prefeito terá de administrar para manter uma rede formada hoje por cerca de 6 mil servidores municipais, 172 unidades escolares e cerca de 30 unidades de saúde.
A rede municipal de educação atende hoje a 38 mil estudantes, dos quais 40% são assistidos em período integral. Nas creches, 40% das crianças de 0 a 3 anos estão contempladas com vagas, enquanto que na faixa de 4 a 5 anos o atendimento alcança 94%, mas há uma lacuna de 900 crianças que aguardam por vagas numa lista de espera apurada pela Secretaria Municipal de Educação através do Cadastro Único.
Na saúde, o desafio da Cidade está na redução da mortalidade infantil. O último indicador, divulgado no mês passado, o Município reduziu, de 2010 para 2011, 7,46% as mortes de crianças antes de completar um ano. Mas ainda falta bastante para Mogi das Cruzes atingir o patamar recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é abaixo de dois dígitos. Hoje, de cada mil nascidos vivos, 12,4 ainda morrem antes de um ano de vida.
Embora tenha uma condição econômica privilegiada em todo o Alto Tietê e esteja entre as 100 maiores cidades do Brasil tanto no PIB quanto no potencial de compra, Mogi das Cruzes enfrenta também uma alarmante situação quanto à segurança. Não é à toa que o tema seja apontado como a maior preocupação de quem vive no Município. A última estatística da Secretaria de Estado de Segurança Pública indica uma média de 2 homicídios por mês no território mogiano, além de 10 estupros, 34 roubos de veículos e 70 furtos de automóveis.

Fonte:Moginews

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