6 de outubro de 2012

Enterro político de Boy gera polêmica

"Sepultamento" de Valdemar Costa Neto, organizado por Berti, é presenciado por milhares no centro da cidade

Apesar de não criar grandes aglomerações, protesto foi visto por mais de três mil pessoas
Cerca de três mil pessoas, segundo lideranças partidárias, passaram ontem pelo Largo do Rosário, centro comercial de Mogi, e tiveram a possibilidade de acompanhar o "sepultamento" do deputado federal Valdemar Costa Neto, o Boy (PR). A manifestação, organizada pelo candidato a prefeito Mário Berti (PCB), com direito a caixão e um ator, coroas de flores murchas, assim como faixas com dizeres "Boy a comunidade carcerária te espera", e aqui jaz um corrupto, tinha como objetivo simbolizar a condenação do parlamentar pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão, um dos maiores escândalos políticos da história do Brasil. 
A cena, inclusive composta por velas vermelhas, um morador de rua e um cão, dormindo aos pés do caixão, chamava atenção de que passava no Largo do Rosário. Aplausos, risos eram algumas das manifestações do público presente. 
"Hoje (ontem) é um ato político : um protesto para o que o Boy, um parlamentar mogiano, se tornou para a cidade ; uma vergonha. A população espera vê-lo na cadeia", disse Mário Berti. Para ele, a manifestação de ontem também era para servir de alerta aos eleitores indecisos. "O voto tem conseqüência, inclusive para corruptos", disse. 
A dona de casa Adelina Andrade, de 70 anos, ficou revoltada com o ato e criticou a manifestação. "É uma palhaçada o que estão fazendo aqui, brincando com o nome de um dos maiores políticos e prefeito da história de Mogi que foi o Waldemar Costa Filho. O Boy, é verdade, pode ter cometido seus erros, mas foi julgado e irá pagar pelo que fez. Mas essa encenação toda atinge a família a moral de Mogi, porque o nome Waldemar, em Mogi, representa desenvolvimento para Mogi", gritou a idosa. 
O casal Nelma e Ivanil Siqueira aprovaram a manifestação. "É um ato polêmico, mas oportuno ao momento que estamos vivendo", disse Nelma. "É um lembrete para pesarmos e avaliarmos bem o passado de quem iremos votar", completou Ivanil Siqueira. 

Sem segurança 
Apesar do volume de pessoas e o aglomerado de partidos políticos concorrentes nenhuma viatura da Polícia Militar estava no Largo do Rosário durante a manifestação política. Embora não tenha ocorrido nenhum confronto partidário, a falta de policiais foi sentida quando o morador de rua que também estava aparentemente alcolizado começou quebrou uma garrafa e atirava cacos de vidro na população.
FONTE:MOGINEWS

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