20 de julho de 2014

Guarda Municipal Armada

Pedido de armamento foi feito após o incidente ocorrido no dia 20, quando um guarda foi atingido por dois tiros

O armamento da Guarda Municipal foi a principal reivindicação da categoria em um encontro ontem com o prefeito Marco Bertaiolli (PSD) e o secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno. O incidente do último dia 20 de junho, na Praça da Juventude, no Jardim dos Amarais, quando um guarda foi atingido por dois tiros, foi um dos motivos da reunião de trabalho entre Bertaiolli e representantes dos guardas. 

"Acredito que, em breve, teremos um retorno positivo sobre a questão do armamento. As dúvidas do prefeito foram sanadas e ele deixou claro sua posição favorável", destacou a presidente da Associação dos Guardas Civis Municipais de Mogi das Cruzes, Érica Cáceres Branco. 
Os guardas manifestaram a intenção de entrar como uma ação no Ministério Público para obter o salvo-conduto, ou seja, uma liminar que garanta o uso individual da arma, como já ocorre com alguns oficiais de Itaquaquecetuba. Contudo, a promessa de acelerar a revisão do estatuto - que incluirá a arma como um dos itens entre os equipamentos dos guardas - foi considerada a melhor alternativa, ante o salvo-conduto. 
"Diferentemente da liminar, o porte autorizado pela administração municipal fará com que a responsabilidade não seja apenas do guarda. A Prefeitura também passa a ser responsabilizada pela conduta do profissional", avaliou Érica. 
Já Nepomuceno afirmou que a revisão do estatuto está em andamento. Ele voltou a garantir que o armamento será incluído. 
A previsão é que as novas regras estejam em vigor, após aprovação na Câmara Municipal, ainda este ano. "Este é um tema que não é novo. Já falamos algumas vezes da necessidade de alterar o estatuto para que isso (o armamento) faça parte das atribuições dos guardas. Estamos no processo final de elaboração da minuta que prevê dezenas de alterações", adiantou o secretário.

Entre outras reivindicações, segundo o chefe da pasta, está a criação de um gabinete de instrução para aperfeiçoar o treinamento, a realização de cursos de reciclagem para o efetivo, além do aumento do número de guardas, que já conta com um concurso em andamento. 

Substituição 
A presidente da associação e alguns presentes na reunião também questionaram a atuação do coordenador da Guarda Municipal, o tenente-coronel Valdir Lopes. Ele foi acusado de ser omisso. Uma das solicitações é substituição dele por um guarda de carreira. "A insatisfação com o comando foi manifestada e nós registramos. A questão será avaliada", declarou Nepomuceno.
Fonte:Moginews

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