23 de outubro de 2013

Vandalismo na cidade gera 170 ocorrências e quase 40 detenções

O parque Botyra Camorim Gatti, no Centro Cívico, é alvo constante dos pichadores, que destruíram toda a parte revitalizada recentemente para uso da população
Danos aos patrimônios público e privado foram contabilizados em toda a cidade. Quase 40 pessoas foram presas




Em nove meses, a Guarda Municipal registrou 170 ocorrências de dano aos patrimônios público e privado em Mogi das Cruzes. Por causa destes casos, 39 pessoas foram detidas. Esse número já é superior ao contabilizado em 2012, quando 158 ocorrências foram registradas e 22 detenções foram feitas.
Em casos de flagrante, a pessoa é multada em 50 Unidades Fiscais do Município (UFMs), o que equivale a R$ 6.108. As informações são da Secretaria Municipal de Segurança.

O número de casos e de pessoas presas por causa deste delito tem aumentado nos últimos anos. Em 2009, foram 55 ocorrências atendidas pela Guarda Municipal e 43 pessoas detidas. Já em 2010, foram 91 casos e 17 detenções. No ano seguinte, foram registradas 101 ocorrências e 23 pessoas foram presas.
De acordo com o secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno, a Prefeitura de Mogi conta com 260 prédios próprios que possuem sistema de segurança, que inclui alarmes, cercas elétricas e, em alguns casos, câmeras.
O secretário informou também que normalmente os alvos mais comuns de vandalismo são as escolas, os postos de saúde e as áreas de esporte. No fim da semana passado, por exemplo, a unidade do Programa Saúde da Família (PSF) no Jardim Piatã foi alvo de furto de um computador e teve objetos quebrados.
No mesmo período, uma estrutura semelhante no Conjunto Toyama também foi invadida e depredada.

Nepomuceno esclareceu que muitas vezes o furto nos prédios públicos também gera prejuízo para a sua estrutura.
"Os atos de vandalismo envolvem, por exemplo, pichações. Existem os danos que são provocados por pessoas que entram nos locais, mas não levam nada, e aquelas situações de furtos. Tanto um quanto o outro acabam comprometendo a rotina nas atividades dos prédios. Essa questão de vandalismo causa grande preocupação e a fiscalização tem sido intensificada".


Providências
Uma das medidas adotadas pela Guarda Municipal para inibir os casos de vandalismo são as rondas. "Temos casos de flagrantes em que o alarme do prédio disparou e a viatura da Guarda Municipal foi acionada ou até mesmo situações em que o invasor se assustou e fugiu do local. Essas invasões acabam provocando algum tipo de dano. Os guardas trabalham em sistema de rodízio e verificam as instalações municipais", acrescentou.

Um balanço divulgado pelo Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) no início deste ano apontou que a autarquia gasta cerca de R$ 150 mil por ano para fazer a manutenção dos equipamentos furtados ou depredados.
A administração municipal tem gastado também para recuperar espaços pichados, como o parque Botyra Camorim Gatti, no Centro Cívico, e a Praça da Juventude, no Jardim dos Amarais.

Fonte:Moginews

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