8 de março de 2013

Calouros da Unesp são presos por furtar vaso de cemitério em trote


Dois calouros da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Araraquara (288 km de São Paulo) foram presos em flagrante pela Guarda Municipal na madrugada desta quarta-feira , após furtarem um vaso de túmulo do Cemitério São Bento, no centro da cidade. Ao delegado de plantão, os universitários alegaram que foram induzidos ao furto pelos veteranos.

"Eles pularam o muro, furtaram o vaso ornamental de mármore e fugiram, mas após uma ronda eles foram encontrados na região da rua 15 de Novembro, na frente da república onde estavam morando há uma semana", disse Bauer.De acordo com o comandante da guarda, tenente Bauer, o flagrante foi feito por volta das 3h30, quando os guardas foram chamados pelo funcionário de uma funerária que viu a ação dos jovens.

Ao delegado Elton Negrini, titular da Delegacia de Investigações Gerais, os estudantes paulistanos Juan Cumagai, 18, e Raphael Koshi, 19, informaram que teriam praticado a ação por ordem dos veteranos, como parte de um trote.
Eles são alunos dos cursos de química e economia.
Segundo o delegado, os universitários também contaram que antes do furto, estavam em uma festa. "Foi na festa que eles receberam a missão de furtar o cemitério. Além do furto, uma sepultura foi danificada", disse o delegado. Negrini também contou que eles estavam visivelmente embriagados.
Após prestarem depoimento, os dois foram encaminhados para o Anexo de Detenção Provisória da Penitenciária de Araraquara. Os jovens vão responder por furto qualificado consumado e violação de sepultura. O caso será investigado pelo 2º Distrito Policial da cidade. Os jovens ainda não têm advogados constituídos.

Trote proibido

Em nota, a Unesp informou que o trote está proibido desde 1999 e que vai apurar os fatos para tomar as providências cabíveis. Para evitar atos constrangedores aos calouros, em 1999 a universidade publicou uma resolução que diz que "não será tolerado qualquer tipo de ato estudantil que cause, a quem quer que seja, agressão física, moral ou outras formas de constrangimento, dentro ou fora do espaço físico da universidade".
Ainda no comunicado, a universidade informa que para evitar comportamentos excessivos, programa atividades que envolvem os novos universitários na rotina estudantil e que coíbe "o trote tanto dentro ou fora de suas dependências. A punição para os infratores da norma varia conforme a gravidade do caso, podendo chegar ao desligamento".

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