4 de setembro de 2012

Candidato Promete Armar a Guarda Municipal


Candidato do PT nestas eleições, o advogado Marco Soares garantiu que vai criar a Secretaria da Mulher / Foto Eisner Soares

licenciado da entidade, o advogado Marco Soares foi o último candidato a prefeito a ser sabatinado na 17ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi das Cruzes. E como concorrente do Partido dos Trabalhadores (PT), mostrou ser um opositor contundente da atual Administração que, por diversas vezes, acusou de maquiar uma Cidade que, na sua visão, está “enferma”. Em meio a críticas, anunciou propostas para curar Mogi dos seus males a partir do modelo adotado pela Prefeitura de Diadema, a começar pelo armamento da Guarda Municipal. Também anunciou a criação da Secretaria Municipal da Mulher, o enxugamento do funcionalismo público, a implantação de três subprefeituras, duas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e uma universidade federal, esses dois últimos projetos numa inevitável parceria com o Governo Federal. Iniciante na política, ele prometeu que, se eleito, uma das primeiras ações da sua administração será o lançamento de um plano de metas para que a população possa acompanhar os atos do prefeito.
Muito focado em criticar o atual modelo de gestão adotado pelo prefeito Marco Bertaiolli (PSD), que busca a reeleição, Marco Soares disse que a oposição veemente, mas sempre respeitosa, é mostrada de acordo com a conveniência e a oportunidade. Até agora, segundo ele mesmo, isso não foi tão explorado por conta do pouco tempo de propaganda na televisão, mas prometeu que essa passividade dará lugar a uma campanha mais agressiva nos próximos programas. “Já sabemos que, desta forma, a população ouve mais e melhor”, argumentou. “O jogo apenas começou”, completou ele, que não teve a sua sabatina prestigiada pelo presidente interino da OAB, Walter Vechiatto Junior, que dos seis encontros promovidos com os prefeituráveis, só participou do que contou com Bertaiolli, na segunda da semana passada.
Por algumas vezes, o candidato petista citou Diadema, cidade que tem praticamente o mesmo número de habitantes de Mogi das Cruzes, fica na região do Grande ABC e, claro, é administrada por um petista (Mário Reali), como exemplo de um município que deu certo, principalmente no que se refere à segurança pública. Desse “case” de sucesso, adiantou que é possível implantar em Mogi o modelo de uma guarda municipal “aparelhada, treinada e armada” para reduzir os índices de criminalidade a partir de atuações em conjunto com as políticas e com base nos dados de uma central de estatísticas.
No que se refere à estrutura da Prefeitura, o candidato do PT, que disputa pela primeira vez um cargo público, destacou duas propostas: a descentralização da Administração a partir da criação de três subprefeituras em Braz Cubas, Jundiapeba e César de Souza, e a reestruturação do funcionalismo com o enxugamento do quadro e a valorização daqueles que ficarem.
Nas subprefeituras, Soares sustentou que a proposta é fazer algo bem diferente das atuais administrações regionais, que “funcionam como depósitos de material”. Seriam setores, no caso, com autonomia para solucionar os problemas dos distritos e buscar o desenvolvimento. No caso do funcionalismo, o “enxugamento” se daria principalmente nos cargos comissionados, ocupados por “apadrinhados”. Os que ficarem, com atenção especial aos concursados, deverão ser contemplados com legislações que hoje não são cumpridas e que visam plano de carreira e melhoria salarial, sem prejuízos ao orçamento.
Ainda no caso do funcionalismo, Soares disse que uma das maiores maquiagens da Cidade é justamente na saúde, onde várias unidades foram inauguradas e outras ainda serão, mas sem que a população tenha acesso ao atendimento por falta de médicos. “Os salários pagos em Mogi são os mais baixos do Alto Tietê. Os médicos de Mogi ganham menos do que os de Suzano, Guararema e, resguardadas as proporções, de Ferraz de Vasconcelos. Tudo isso gera uma crise no sistema”, denunciou.
Sobre o Legislativo, Soares não titubeou ao apostar que a eleição de outubro promoverá uma grande renovação e ao acreditar que o novo quadro, com 23 vereadores ao invés dos atuais 16, deverá incluir de seis a sete representantes da oposição. “Aí sim teremos um debate efetivo”, afirmou.
Soares ainda prometeu rever o transporte coletivo municipal para uma efetiva integração das linhas e a busca de parcerias para tirar do papel o plano de construir um centro cultural em Mogi, um projeto estimado em R$ 24 milhões.
Por fim, o candidato do PT à Prefeitura, cuja popularidade nasceu praticamente junto com o movimento “Aterro, não!”, criado para impedir a instalação de lixão no Taboão, alertou que esse fantasma ainda ronda a Cidade e que o problema dos resíduos sólidos só será resolvido a partir da elaboração do Plano de Resíduos Sólidos, que permitirá a obtenção de recursos federais para, primeiramente, trabalhar a educação ambiental e a coleta seletiva e, depois, a destinação final de um volume bem inferior as 280 toneladas diárias de lixo geradas na Cidade. 
Fonte: O Diario de Mogi

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