27 de setembro de 2012

A CRIMINALIDADE TOMA CONTA DE MOGI DAS CRUZES


Três tipos de crimes registraram aumento no número de ocorrências nos últimos oito meses em Mogi das Cruzes; o roubo de veículos continua no topo do ranking

A manchete de ontem do Mogi News não mostrou nenhuma novidade sobre a criminalidade na cidade, muito pelo contrário: pelo menos nas seis últimas vezes em que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou os indicadores criminais mensais, a notícia para Mogi das Cruzes não tem sido nada boa e o disparate, mais uma vez, fica por conta do roubo de veículos, que está sempre em alta, com pequenas oscilações mês a mês. Nos cinco tipos de crime analisados, três continuam em alta na comparação dos oito primeiros meses deste ano com o mesmo período no ano passado.
Os casos de furto aumentaram 6,6% e roubo em geral teve um acréscimo de 9,8%. Homicídio registrou queda de 10% e furto de veículo foram 5,9% de casos a menos. Mesmo assim, os números são assustadores: 2.653 casos de furto, 952 de roubos diversos, 18 homicídios e 561 furtos de veículos.
Focando o assunto no roubo de veículos, onde a incidência de casos é muito maior, nos oito primeiros meses deste ano foram 279 novos casos, o que vai dar 1,16 carro roubado em um só dia. Assim, quando o cidadão sai de casa todos os dias para o trabalho, por exemplo, já pode pensar e temer que há a possibilidade de enfrentar um dia de horror. Não bastasse o carro ser levado, o roubo caracteriza que algum tipo de violência pode ser cometida, nem que seja um grande susto, a ameaça com uma arma ou uma faca, um empurrão, a violência física, o sequestro e em alguns casos extremos pode ocorrer até o assassinato.
A situação de Mogi das Cruzes quando o assunto são os crimes não é nada diferente de outras grandes cidades. A população sente medo de sair às ruas, as pessoas temem ser abordadas ao chegar em casa ou nas ruas. Quem acompanha o noticiário policial sabe que as saidinhas de banco acontecem com frequência, que casas são invadidas por bandidos em qualquer bairro da cidade, que pessoas sofrem sequestro-relâmpago, outras são levadas como refém sob o poder de uma arma, enfim. Infelizmente, não há nada de sensacionalista na página policial, ali, a realidade é exposta tal qual ela ocorre e apenas uma parte dela, porque muitos outros casos são deixados de lado por falta de espaço.
E pensar que o prometido reforço no efetivo da região, anunciado pelo comando da Polícia Militar do Estado há alguns anos, até agora não chegou. Aliás, veio sim, mas de maneira insignificante, ou seja, apenas nove policiais.
Se a situação está ruim no assunto Segurança Pública, é preciso que atentar para o fato de que poderia estar pior. E olha que não se trata de nenhuma visão otimista não. Muito pelo contrário. A administração municipal, nos últimos anos, tem se virado como pode e investido alguns milhares de reais no combate à criminalidade.
O sistema de monitoramento por câmeras, que, aliás, será ampliado, já flagrou inúmeros delitos e com certeza inibe a ação da bandidagem. A Atividade Delegada, onde policiais em horário de folga são remunerados para agir na região central, tem tirado das ruas os marreteiros e sua atividade ilegal, que é a venda de produtos falsificados, especialmente os CD piratas, evitando que a região se transforme em terra de ninguém. Sem contar que estes policiais também coíbem a ação dos malandros na região. O desafio do prefeito na próxima legislatura com certeza será continuar a série de cobranças de novos policiais para a cidade e de ações mais eficazes de combate ao crime. Assim seja!
Fonte:Moginews

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