Três tipos de crimes
registraram aumento no número de ocorrências nos últimos oito meses em Mogi das
Cruzes; o roubo de veículos continua no topo do ranking
A manchete de ontem do Mogi
News não mostrou nenhuma novidade sobre a criminalidade na cidade, muito pelo
contrário: pelo menos nas seis últimas vezes em que a Secretaria de Segurança
Pública do Estado de São Paulo divulgou os indicadores criminais mensais, a
notícia para Mogi das Cruzes não tem sido nada boa e o disparate, mais uma vez,
fica por conta do roubo de veículos, que está sempre em alta, com pequenas
oscilações mês a mês. Nos cinco tipos de crime analisados, três continuam em
alta na comparação dos oito primeiros meses deste ano com o mesmo período no
ano passado.
Os casos de furto aumentaram
6,6% e roubo em geral teve um acréscimo de 9,8%. Homicídio registrou queda de
10% e furto de veículo foram 5,9% de casos a menos. Mesmo assim, os números são
assustadores: 2.653 casos de furto, 952 de roubos diversos, 18 homicídios e 561
furtos de veículos.
Focando o assunto no roubo
de veículos, onde a incidência de casos é muito maior, nos oito primeiros meses
deste ano foram 279 novos casos, o que vai dar 1,16 carro roubado em um só dia.
Assim, quando o cidadão sai de casa todos os dias para o trabalho, por exemplo,
já pode pensar e temer que há a possibilidade de enfrentar um dia de horror.
Não bastasse o carro ser levado, o roubo caracteriza que algum tipo de
violência pode ser cometida, nem que seja um grande susto, a ameaça com uma
arma ou uma faca, um empurrão, a violência física, o sequestro e em alguns
casos extremos pode ocorrer até o assassinato.
A situação de Mogi das
Cruzes quando o assunto são os crimes não é nada diferente de outras grandes
cidades. A população sente medo de sair às ruas, as pessoas temem ser abordadas
ao chegar em casa ou nas ruas. Quem acompanha o noticiário policial sabe que as
saidinhas de banco acontecem com frequência, que casas são invadidas por
bandidos em qualquer bairro da cidade, que pessoas sofrem sequestro-relâmpago,
outras são levadas como refém sob o poder de uma arma, enfim. Infelizmente, não
há nada de sensacionalista na página policial, ali, a realidade é exposta tal
qual ela ocorre e apenas uma parte dela, porque muitos outros casos são
deixados de lado por falta de espaço.
E pensar que o prometido
reforço no efetivo da região, anunciado pelo comando da Polícia Militar do
Estado há alguns anos, até agora não chegou. Aliás, veio sim, mas de maneira
insignificante, ou seja, apenas nove policiais.
Se a situação está ruim no
assunto Segurança Pública, é preciso que atentar para o fato de que poderia
estar pior. E olha que não se trata de nenhuma visão otimista não. Muito pelo
contrário. A administração municipal, nos últimos anos, tem se virado como pode
e investido alguns milhares de reais no combate à criminalidade.
O sistema de monitoramento
por câmeras, que, aliás, será ampliado, já flagrou inúmeros delitos e com
certeza inibe a ação da bandidagem. A Atividade Delegada, onde policiais em
horário de folga são remunerados para agir na região central, tem tirado das
ruas os marreteiros e sua atividade ilegal, que é a venda de produtos
falsificados, especialmente os CD piratas, evitando que a região se transforme
em terra de ninguém. Sem contar que estes policiais também coíbem a ação dos
malandros na região. O desafio do prefeito na próxima legislatura com certeza
será continuar a série de cobranças de novos policiais para a cidade e de ações
mais eficazes de combate ao crime. Assim seja!
Fonte:Moginews







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